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CASAL FINGE SEQUESTRO E MOBILIZA POLICIA NA REGIÃO DE OURO PRETO DO OESTE

08 de maio de 2020

Por : Cézar Júnior

Uma jovem de 20 anos de idade deu trabalho para a Polícia Civil de Ouro Preto do Oeste e de Mirante da Serra, após passar a falsa informação para seus familiares que havia sido sequestrada pelo seu ex-namorado, e que ele a mantinha sob cárcere privado.

Ela inclusive chegou a telefonar para a mãe em Mirante da Serra dizendo que não queria ir com o seu ex-namorado, mas o mesmo a teria ameaçado de morte caso ela não o acompanhasse.

A informação era que, supostamente a mulher tinha sido sequestrada em Mirante da Serra e foi trazida para Ouro Preto do Oeste. A mulher chegou a enviar uma foto do veículo em que ela estava nas mãos do suposto sequestrador, a foto dele, e disse que ele estava armado e não era para irem atrás deles.

Ela ligou para a mãe simulando estar desesperada, e informou que seu ex-namorado a obrigou a dormir com ele
em um hotel da cidade, e na manhã de quarta-feira a ameaçou de morte, obrigando-a a viajar com ele.

A partir da ocorrência registrada pelo pai da jovem em Mirante da Serra, de sequestro e cárcere privado, a Polícia
Civil em Ouro Preto do Oeste iniciou buscas pela cidade e nas entradas e saídas da cidade, pois tinham a informação que a jovem tinha uma arma apontada para a cabeça.

Os policiais chegaram a parar o trânsito na cidade para localizar o veículo onde a jovem estaria sob domínio de seu ex-namorado. Quando os policiais conseguiram localizar o veículo, foram informados pelo casal que não havia sequestro.

Na Delegacia Civil, a jovem disse que houve um “mal-entendido” e que estava tudo bem entre eles. Já o indivíduo, afirmou na polícia que eles iriam a um supermercado da cidade, e que depois ela poderia ir para Jaru com ele, ou retornar para Mirante da Serra.

COMUNICAÇÃO FALSA DE CRIME OU DE CONTRAVENÇÃO
Por comunicar um falso crime o casal incorreu no artigo 340 do Código Penal: Provocar a ação de autoridade
comunicando-lhe a ocorrência de crime ou de contravenção que sabe não se ter verificado. Pena – detenção, de um a seis meses ou multa.

A Polícia Civil registra constantemente falsos comunicados de extravio ou perda de documento, a maioria dos casos na verdade é de pessoas que querem se livrar de taxas ou de pagamento de multa.

Já houve, inclusive, uma falsa comunicação de um roubo conhecido por “saidinha de banco”, de uma mulher que
decidiu criar uma estória fantasiosa para a polícia que tinha sido seguida e assaltada quando estava próxima de casa.

Fonte: www.correiocentral.com.br

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